
Do quarteto de Sex and The City, a Polly era a Miranda.
No começo dos anos 2000, quando dava voltas de carro pelo circuitinho GLS de Sampa, notei uma casa/boate/bar enfeitada com 4 banners brilhantes, cada um com uma letra: MCQB. Depois de algum tempo, descobri que significa isso aí que está escrito acima, mas nunca tive coragem de botar meus pés lá. Nem sei se a casa existe ainda, mas achei um ótimo nome de blog. Don't you think?




***
>>> Fenix, vou te mandar um email então!
>>> Anonimo! Fico feliz que gosta daqui, de verdade! =)
Vou comentar no seu tb. Bjo!

A Cintia perguntou se eu realmente tinha interesse em ver as condições de venda do carro.
- Sim.
Ela perguntou onde eu morava/trabalhava para identificar a concessionária mais próxima e pediu permissão para passar meus contatos para a loja.
- Sim.
E depois nada. Nenhuma ligação, nem o bonitão do estande, nem algum (a) vendedor (a) da Citroën.
Após alguns dias, me ligou um vendedor. Voz de novinho, suuuper simpático. Perguntou se eu não queria ir no mesmo dia conhecer o Aircross.
- Posso até levar o carro para você, no seu trabalho.
Achei que não era necessário. E fui no horário marcado. E não é que o vendedor era uma graaaaça? Acho que além dos modelos pro Salão do Automóvel, a Citroën escolhe seus vendedores.
Fortinho, simpático, atencioso, sorriso perfeito. Em cima da sua mesa, alguns prêmios recebidos como melhor vendedor.
Bom, o fato é que ele me fez sentir especial, único naquele momento.
Era a bicha mais feliz do mundo. Imagina andando de Aircross super lançamento por Sampa, com aquele bofe do meu lado? Só eu e ele... ai ai!
Achei o carro uma delícia. Pra quem ta acostumado a sofrer com o 1.0, um carro com cilindrada maior e mais conforto fazem a diferença.
Direção macia, posição de dirigir elevada e requintes de acabamento convencem uma bee. E tinha tudo o que eu queria no meu próximo carro: as luzes se acendem qqer uma das portas abertas (no meu, só a do motorista), espelho no para-sol, travas elétricas com o carro em movimento, airbag e ABS e piloto automático.
Estava apaixonado. Pelo carro, ok?
E puta papo agradável com o vendedor. Não queria saber o quão endividado ficaria, só queria saber de sair com Aircross novinho.
Lembrei, também, que uma amiga comprou um C3 e na entrega, abriram uma garrafa de champagne! Aaahh que luxo! Eu quero também!!!
Papo vai, papo vem e ele solta o que não poderia nunca:
- Moro com a minha namorada. Ela trabalha com XYZ e bla bla bla.
Não fechei negócio.
***
>>> Fenix, já te add no msn faz tempo!!!
>>> FOX, não fui o único hihihih
>>> Anonimo, adorei seu blog!
>>> Natália, tá aí a continuação!

Depois de uma vida OCA, de muuuuita poutaria, resolvi me redimir. Depois de todos as abusos - e Carnaval incluso, decidi me desintoxicar dessas coisas mundanas.
Me inscrevi em um retiro espiritual budista-militar-vegetariano-natureba. E fui passar 4 dias de feriado com total desapego.
As regras eram rígidas: horário pra acordar, pra tomar banho, pra ir no banheiro. Horas a fio meditando. Aí vc pensa: “Ah, bico! Fico lá tirando um cochilo fingindo que to meditando e blz. Nada como passar o feriado inteiro dormindo, certo?”
Errado!
Ai de você se dormisse. Levava uma paulada. Aliás, a punição pra qualquer desrespeito das regras era essa: paulada.
E vocês achavam que era exagero da minha parte quando falei que é milico?
Quando comentei sobre a minha ida, que ia ser um esquema hardcore, todo mundo me zuou. Disseram que enquanto eu estaria meditando, eles estariam meditando na cerveja. Outros, já prevendo que eu não fosse agüentar, me pediram pra eu ligar no primeiro dia, quando desistisse, que estariam todos me esperando pra ir pra buátchy.
Mas fiquei firme.
Cosméticos eram proibidos de entrar. Deixei em casa hidratantes, adstringentes, cera para cabelo, corretivo, laquê e tudo mais. Afinal, o intuito é praticar o desapego.
Ainda bem que gadgets eram proibidos porque se alguém tirasse foto minha desmontado, não ia sair vivo daquele retiro!
Mas vi que, apesar da agenda lotada, dava tempo pelo menos pra dar um jeitinho no cabelo.
E quem nos ajudava eram os voluntários. Todos GATOS. Dois com alianças enormes e cintilantes. Mas um... ah... moreno, nariz retinho, sorriso lindo...e bem gostoso. E SEM aliança! O único defeito é q ele era baixinho. Pensando bem, não é um defeito. O único senão é que ele não olhava pra mim como eu olhava pra ele! Hahaha
Nas horas das refeições, tinha que ficar olhando só pro prato. E eu ficava procurando o voluntário bonitinho com os olhos, pq eles que nos serviam. E até levei bronca.
A monja pegou o microfone e disse:
- O que vcs tanto procuram lá fora? Não tem nada que olhar para o exterior. Concentrem na comida.
Eu não podia falar, mas se alguém tivesse capacidade para ler os balõezinhos de pensamento, provavelmente leria:
- To procurando aquele voluntário gostoso. Procurando marido. Procurando o voluntário, meu futuro marido.
Acabou o retiro, não peguei telefone e tentei stalkeá-lo no Facebook, mas não achei.
Encalhado mode on (repeat)
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
http://projetoeusougay.wordpress.com/2011/04/12/sejamos-gays-juntos/
Já te falei que os vendedores da Zara passam por um treinamento secreto, né?
Pois bem, as montadoras de carros também perceberam isso. Prova disso foi o estande da Citroën no salão do automóvel de 2010.
A minha lembrança da Citroën em Salões do Automóvel é da edição de 2002. O C3 estava sendo apresentado, anunciando chegada
Sim, eu adoro carro, mas não suporto aquele monte de raxa com laquê na cara pra não borrar maquiagem naquela luz forte, vestidos longos com rasgos até a coxa e band-aid no calcanhar por causa do salto. #nojinho
Bom, voltando ao Salão de 2010, vi todas aquelas marcas que fazem os homens babarem por máquinas. Mas também estava atrás de mareedo. E eu não ia achar no meio da VW, admirando Golf, né? Puta carro de Boff! Ou então na Porsche ou BMW onde os homens não sabem se prestam mais atenção no carro ou na raxa.
Então resolvi ir à Citroën. As femininas se jogam no C3. Arquitetos e modernosos adoram o C4. E eu tava louco pra conhecer o Aircross.
Ao chegar, fui surpreendido por um clima baladeenha. Explico: o Salão é muito cheio. É muita gente. E muita gente que tem inúmeros estandes para ir. Então cada marca resolveu fazer atrações para atrair a atenção do povo. Tinha show de robô, músicas e dancinhas, jogos interativos, etc.
O estande da marca francesa a cada x tempo, virava balada. Luzes piscavam, entravam músicas dançantes e todos os promotores saíam de seus postos para fazerem coreografias elaboradas! Eu luógico fiz questão de olhar e filmar os mais boniteenhos.
E os promotores eram os mais gatos ever! E sorridentes. Eu entrei
Morenaço, forte, peludão e com barba rala. Pediu meu telefone e eu dei, lógico. Ele disse que era para um cadastro de interesse no carro. Mas achei que fosse um pretexto, néam? Afinal, não faço a yoga da Madonna 3x por semana e não usei tubos do meu Polo Black pra nada.
Ai...fiquei esperando ele me ligar no dia seguinte.
Mas quem me ligou foi a Cíntia, da Citroën, confirmando meu interesse pelo carro e perguntando se poderia passar meus dados para a concessionária mais próxima pra agendar um test-drive.
Continua...

Uma das vantagens de ser gay é o acesso livre e irrestrito a vestiários e banheiros masculinos. 
Fim de semana passado fui no rebollatchyvo show da rebolativa cantora Shakira.
No começo do ano, a dúvida era: Shakira? Rihanna/Katy Perry? Roxette? Lógico que a grana não ia dar para ir em todos…então, a escolha foi da mais gay!
AMO Rihanna e Katy Perry, mas infelizmente, elas são péssimas ao vivo.
Vários amigos compraram arquibancada, mas eu quis pishta. Acho que a vibe de lá é trocentas mil vezes melhor que a da arquibancada. Ok, você tem uma visão mais geral, mas fica meio distante da energia do show.
E eu queria rebolar até ficar descadeirado!
Escolhi um figurino beeeem biscate: regata de alcinha e o shortinho da Madonna.
Mas São Pedro não colaborou. Mandou chuva e um frio de gelar a alma. Então tive que ir de calça e camiseta de manga comprida. Lógico que dei um jeito de colocar uma regatchynha por baixo, né? Nunca se sabe... no calor da dança, as coisas podiam esquentar.
Fui com uma calça cheia de bolsos pra caber capa de chuva, cataflan e cataflan emulgel. Sabia que ia rebolar tanto que ia voltar torto. Então, um pouco de dignidade! Toma cataflan e volta andando, não de ambulância. #alacka
O show começou e a chuva também. A situação: regata + camiseta manga comprida + capa de chuva não tava rolando. Mal conseguia me mexer e aquele barulhinho de plástico estava me irritando. Tirei a capa e a camiseta e fiquei de regatinha. Fui lá pra curtir o show, foooda-se a chuva! Não sou feito de açúcar e a minha make é waterproof! E meu cabelo é liso e ele não tem medo de água! Hahahah
Como descobrir se tem gay do seu lado?
Uma coisa que odeio em show é quando a raxa sobe no ombro do namorado/marido/amigo/fuck buddy. E eu não tinha nada pra tacar. Começamos a gritar em coro: “DESCEEEEE! DESCEEEE RAXAH!"
Ouvimos risadinhas e pessoas virando para ver. Bingo! Localizamos uns gays bem bonitos. Maaas, depois desse escandalozinho, perdemos qualquer chance de arranjarmos marido!
Enfim, o show foi tuuuudo! O encerramento foi com Waka Waka, na chuva e a essa altura eu já tava sem roupa, rebolando mais que Carla Perez, sem dignidade nenhuma.
E eu, que não sou religioso, respondo com toda certeza: nessas pessoas que sobreviveram, como o homem que ficou 16h debaixo da terra ou o menino que foi arrastado por
Mas mais que nesses casos milagrosos - exceções totais - Deus está presente nas centenas de pessoas que ajudaram nos resgates, nos milhares de voluntários que ajudaram tanto pessoas como animais.
***







