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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

alado


Passei um aniversário low profile este ano. Nada de comemorações gigantescas, fervo, discotecagem em balada underground nem festeenhas na sauna.

Me entreguei à introspecção e rever, repensar e planejar o rumo da minha vida. Estava organizando o meu quarto na virada do meu aniversário.

Recebi uma ligação dazamiga cantando parabéns pra mim meia-noite. Achei fuofíssymo! E elas me chamaram pra dar um puleenho no Athenas pra tomar uns drinks de comemoração. Eu mais que aceitei!

Assim que desliguei o telefone, fui até o guarda-roupa, que fica perto da janela, pra pegar a lingerie roupa limpinha. Como esses dias o calor está demais, deixei a janela escancarada.

E eu nem sabia que o meu segundo presente de aniversário já estava a caminho? Um presente alado. Nem em meus sonhos de menina eu imaginei ter um Pégasus, aquele cavalo alado leendo! E acho que esse foi o problema. Como nunca imaginei, não veio.

O que veio foi uma barata voadora gigaaaaante que entrou no meu quarto pela janela. Ainda bem que eu vi. Desceu pela cortina, sem a menor cerimônia.

Fui correndo até o banheiro pegar o meu Baygon. Eu vi a bichinha, mirei nela e... nada. O botão tava duro. Não conseguia...e a barata entrando cada vez mais nas profundezas do meu quarto.

Olhei que o botão estava destravado. Então, por que, meldéls, não dava para apertar e assassinar a invasora?

Lá estava ela. Na parede, entre a cortina e a parede do guarda-roupa, em um espaço minúsculo. Apontei e shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Ela saiu correndo. Pra cima de mim. Eu gritava cada vez que ela se aproximava. E mais jatos de pó branco nela. Minha mãe levantou e veio me dar apoio moral:

- Pára com essa viadagem! Vai acordar os vizinhos!

Por que raios ela vem na minha direção? E eu afoguei tanto a barata com o Baygon...

- Já chega, ela vai morrer. - disse a minha mãe.
- Eu só paro quando ela parar também!

E lá estava, o meu presente de aniversário, agonizando, mexendo só as antenas. Fechei a janela para evitar que outras entrassem. E o cheiro?


Pedi para minha mãe recolher o cadáver e da um fim nele.
Qualquer ser vivo num raio de 30 metros do meu quarto morreria envenenado. Fato.
Fui para o Athenas e deixei um mega ventilador da Beyoncé para dissipar o cheiro.

E, quando voltei, dormi no quarto de mamãe.


***


>>> Drico, é a vida. O cupido vai soltando loooocamente as flechinhas por aí.


>>> Ruy, nunca te encontro no msn de noite. Anda atendendo, néam?


>>> FOXX, ainda bem que nao vejo o bofe todo dia. Aí sim seria um orangotanfo que ia pagar!


>>> Redneck, preferi ficar bem do quietinho. Queimar o filme no meio profissional que é um ovo é f*da.


>>> SAM, gaydar mega falho desde sempre. Veio com problema de fabricação!


>>> Se, :)


>>> Jacinto, tadiiinho! Ele pelo menos fala comigo heheh


>>> Arsênico, desisti fácil, mas bofe nenhum compensa ser mal falado no meio profissional, néam?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

presente de natal do mal


Aquele monte de caixa no trabalho já tava dando faniquito em mim, na minha supervisora e na minha diretora.

Alguns equipamentos seriam recolhidos durante a minha presença e outros durante as minhas férias. Chamei a minha estagiária para me ajudar a separar o que vai, o que fica, o que vai na semana seguinte...

Deixamos tudo separadinho. Num canto da sala, havia uma caixa grandona. Sabia que tava o equipamento X, mas resolvi apenas conferir se estavam todos os CDs, cabos e manuais lá antes de lacrar.

Num movimento másculo e abrupto - sim, eu posso, tá? é um ambiente de trabalho - levantei a tampa. Nisso, vejo aquele vulto se mexer rapidamente.

Dei um salto para trás.

Será o fantasma da Donatella?
Será o Gonçalo?
Odete Roitman?
Poltergeist???

- o que foi, Venenoso?
- Uma barata...

Se eu estivesse em casa, chamaria a minha mãe. Mas não, aquele era um serviço que tinha que ser feito! Ia enviar de volta para a empresa a caixa com barata? nanani na não

Sou um profissional completo. Então, me armei de coragem e um tubo de Baygon e fui enfrentar o pior inimigo de todos os tempos.

- Venenoso, será que o Baygon não prejudica o equipamento?
- Ele tá todo embalado. Se for esmagar, vai sujar a caixa.

(há, até parece que eu iria esmagar)

E eu achava que matar barata com inseticida em spray era fácil e rápido.

Cada vez que eu levantava a tampa, um jato de veneno e um grito.

E a minha estagiária se contorcia de dar risada. Foram uns 4 (gritos e pulverizadas). A agência inteira estava comovida.

E o maldito bicho não morria! Eu já estava vendo elefante rosa de tanto veneno e o ser dos infernos ainda se movia.

Chamei outro homem da casa e pedi para ele retirar o ser maligno de dentro da caixa.

- Eu até mato, mas não boto a mão enquanto estiver mexendo.

A operação toda envolveu mais duas pessoas: outro estagiário e minha colega, totalizando 5 pessoas.

Isso mesmo: 5 pessoas do trabalho parando o trabalho por causa de um monstro das trevas.

Isso que é persuasão e trabalho em equipe!
***
>>> Gabi, brigado! Mas ele era bombadinho....
>>> Espartacus, quase "pelo espelho", mas glamour, alegria e viadice, só eu! heheheh
>>> Râzi, você não se sentiria incomodado em estar em uma festa e encontrar alguém com o MESMO vestido que você?
>>> Jul!o, exatamente. E o pior de tudo foi que a namorada e os amigos repararam também e ficaram comentando. afffff
>>> Rafa Morello, eu nem tava. No máximo uma garrafinha de água, mas eu fiz questão de deixar outras pessoas passarem na minha frente pra não ficarmos juntos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

terror no parque




cena
Companhia de amigos divertidíssimos, sol arrasando, véspera de feriado e um destino - Hopi Hari!

Com o calor, o sol, brinquedos que molham e exibição do corpo conquistado com sessões disciplinadas de ashtanga yoga, estava tudo perfeito.

Até que...

Aconteceu algo que eu nunca esperava que acontecesse comigo. Uma situação que deixa qualquer bicha desconcertada, sem rumo, perturbada.

Na fila da montanha-russa, vejo um cara com a mesma calça que eu!

- Venenoso, eu tô de bermuda jeans e o cara da frente também!

Um amigo ainda tentou me consolar... mas não era uma roupa parecida. Era exatamente a mesma calça capri cargo verde da M. Officer!

Ok, quando se compra uma roupa, existe o risco de você cruzar com alguém com o mesmo gosto que o teu, ainda mais quando não foi uma peça desenhada exclusivamente para você.

Mas poxa, o cara TAMBÉM era japa e TAMBÉM estava sem camisa. Na mesma fila, no mesmo parque!

OMG!

Eu queria arrancar a calça ali mesmo. E o pior, ele e os amigos também repararam.

Imagina se no dia, alguém resolve comentar que viu um cara MARA sem camisa e com a calça capri cargo verde da M. Officer? Como iriam saber se era ele ou eu???

Mas barriga como a minha, ele não tem! humpf

***

>>> Too-tsie, me passa dicas de como atacar os casados! Sou muito do tímido!!!

>>> Espartacus, eu to solteirim da silva e com muito fogo na piriquita! Aí a tentação aumenta heheh

>>> Bubbles, eu deveria ter pegado em todos os cabos, neam?

>>> SAM, eu já peguei garçom, eletricista... ai ai!

>>> Alan, concordo plenamente! E eles nem aceitam um copo de boa noite cinderella água, poxa!

>>> Leandro, obrigado pela visita! E me passa as dicas de como atacar os técnicos da NET, please??? hehehe

>>> Introspective, então não podemos sair juntos para a caça! hehehe Mas eu tenho fases...tinha uma época que me chamavam de Nelson Mandella, porque estava numa vibe de unificar toda a Africa huhahuahuahua

>>> Rafa, mando pra sua casa, e depois, se vc aprovar, pode me indicar, tá? heheheh

>>> marco*, me liga e a gente sai pra tricotar, ok?

segunda-feira, 31 de março de 2008

grupal na pousada

Da série viagens...,

Depois de 14 horas de viagem, 4 ônibus e muitas cidades, chegamos ao nosso penúltimo destino. Penúltimo, porque no dia seguinte, pegaríamos mais um ônibus e um barco para chegarmos no paraíso.

Perguntamos para o casal de pernambucanos que estava no ônibus qual pousada eles recomendariam... Me disseram 'a do Lúcio', mas não botei muita fé. Achei outra na mesma rua com uma cara melhorzinha, pelo menos por fora.

Eu estava exausto, principalmente por toda a tensão de achar um caixa eletrônico. Ah, essa de "mastercard aceito no Brasil todo" é pura balela... tenham Visa! Ou hipercard se forem ao Nordeste.

Pegamos um quarto de frente para a porta da pousada, horrível e chinfrim. Mas eu e a minha amiga só queríamos tomar um banho e dormir.

Ao entrar no banheiro para tomar o meu banho, vejo uma barata enoooorme na parede. Por que, meu Deus, as baratas nordestinas são tãaaao grandes! Aliás, não era uma barata, era praticamente uma camareira.

Eu saí gritando, pedindo socorro à minha amiga. Sim, oras, uma mulher de 1,80m daria cabo facinho em uma barata de 1,20m, não?

Mas a minha amiga também tinha PAVOR de barata.

- Ai, a gente precisa matar essa barata, Venenoso! Eu não vou conseguir dormir desse jeito!

E pegou o chinelo e foi. E eu atrás.

Cada chinelada - sem sucesso - ela dava um grito e eu dava outro. Ela batia, pulava, gritava - e eu fazia isso atrás, que nem sombra.

A barata resolveu se esconder atrás da pia, que era oca.
- Ai, Venenoso, eu vou tirar essa nhaca do corpo, vou tomar um banho.
- Miga, vc tem coragem de entrar?
- Acho que ela não vai sair tão cedo.

3 minutos depois, ela já tinha saído do banho.
- Tem duas aranhas no teto e um casulo de alguma coisa no box!

Eu respirei fundo, peguei o meu chinelo e fiquei batendo na pia para a barata saber que eu estava lá e que se ela saísse eu faria um escândalo a mataria com uma chinelada.

E vi as duas aranhas, mas não vi o casulo. Mas eu tomei um banho-recorde de 2 minutos e saí correndo.

Deixei a luz do banheiro acessa e fechei a porta! Queríamos dormir o mais cedo possível para acabar logo o dia.

Durante a noite, sinto algo andar na minha bochecha direita. Dei um tapa, acendi a luz e gritei. Não necessariamente nessa ordem.

E vi. Não, não era a barata do banheiro. Mas era uma outra.
aaaaaaaaaaaaaaahhhhh Ou era um outro tipo de inseto nojento?

Dessa vez a minha amiga pegou o chinelo e pofff. Matou.

O foda é que já tínhamos pagado a pousada...porque caso contrário, falaria:
- é o seguinte... tem 8 seres vivos nesse quarto. Ou a gente paga a diária dividido em 8 ou vc vai lá e dá um fim neles.


****
>>hahah acertou, marco*! Menino, quero muito ir praí! E eu pensei q vc fosse mais velho.
Bom, eu já tenho que ir me cuidando...

>> Ai, Râzi, admito que é meio coisa de quem não tem o que fazer!

>> Alan, vou ver se acho no youtube!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

choose one seat and...

Ônibus meio lotado é pior que ônibus totalmente lotado.

Quando o coletivo está vazio, pode-se escolher à vontade o lugar para sentar: janela, perto do cobrador, banco alto, fundão. Quando está lotado, existem poucas opções (geralmente uma ou duas) de assentos disponíveis. E se estiver hiperlotado fica-se onde dá para respirar (às vezes, nem isso).

Agora eu fico tenso e ansioso quando existem assentos disponíveis, mas com alguém já sentado na outra metade do banco.

Ao passar pela catraca, já vou estudando o melhor lugar para sentar. Geralmente, sento do lado do cara mais bonitinho (não sou boba!), desde que não tenha cara de bandido. E é um momento de tensão e decisão, minha gente. Porque é escolher com quem você passará alguns bons minutos da sua vida (horas, em caso de rush). E não é emocionante? E se você se senta do lado de um assaltante, um tarado, um louco ou do amor da sua vida?

Dia desses passei pela catraca e o busão estava meio lotado. Só haviam assentos já com "acompanhantes". Já era de noite e não queria ficar no fundão, correndo o risco de ser assaltado. E lá já tava dominado pelos mano. Passei pelas senhoras gordas e por outras criaturas, achando que tinha encontrado o lugar ideal: ao lado do bonitinho.

Mas quando cheguei perto, vi que o bonitinho não era tão bonitinho assim e tinha lá certa cara de marginal. E agora? Já era tarde demais para voltar (aí dá muito na vista que se está com medo). E olhei no banco da frente, um senhor de 40 e poucos anos, aparentemente pacato.

Pedi licença e sentei. E o meu pesadelo começava neste instante.

Com Whitney Houston bombando no mp3 não dava para ficar parado. Balançava discretamente as pernas quando senti um olhar fulminante. Imediatamente parei.

Abaixei o volume e fiquei na minha. Ele usava camisa de manga curta vermelho-cereja, calça social, óculos dos anos 80, cabelo ensebado...

Olhava para os lados a todo instante e falava sozinho. Balançava a cabeça, tinha um olhar medonho. Ocupava mais que o espaço necessário e carregava uma maletinha de couro. Deu medo e aflição. Não via a hora dele se levantar. Eu queria mudar de assento... quando ensaiava sair, vinha alguem e sentava. Tentei ir para perto do cobrador, mas vai que ele percebe e vem atrás ou tem um ataque de fúria ali?

Felizmente, depois de longos 25 minutos, ele pediu licença e desceu do coletivo.

O meio bonitinho? Tinha uma mochila de carregar notebook e era bem do cheiroso.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

intrusa

Alguns anos atrás, quando eu morava fora do país, voltava de madrugada do trabalho. Além do frio infernal das madrugadas de inferno inverno, tinha medo de fantasmas e outros seres do além que perseguiam pobres adolescentes na calada da noite.

Entrei correndo na kitnétchy e meus roommates sempre deixavam algum docinho pra mim na cozinha, que ficava separada do quarto. Notei que havia uma caixa de rosquinhas e que deveria ter uma com cobertura de morango, que eu adóuro.

Abre parênteses
A cozinha era minúscula. Eu, que não sou lá muito alto, não conseguia abrir a minha envergadura. Dava dois passos e ela acabava!
Fecha parênteses

Quando me voltei à pia para lavar as mãos e poder me deliciar com os donnuts, vi uma intrusa. Era uma barata enooooooooooooorme, do tamanho de um chihuahua. Juro. E as baratas gringas são diferentes das nacionais. Ai, me arrepio só de lembrar.

O que fazer, meu Deos? Fingir que não é comigo e dormir? Mas e se ela invadisse o quarto e colocasse aquelas patas asquerosas em mim?

Decidi cometer um assassinato. Mas nos estrangeiro, há algumas inovações tecnológicas, tipo um inseticida com o bico em forma de cabo para não precisar se aproximar tanto do cruel e escabroso monstro inseto. E shhhhhhhhh.

A filha-da-putinha ainda subiu pela parede para tentar se esconder atrás dos armários. E dá-lhe mais inseticida. Ela caiu na pia, atrás da faca. E vocês acham que eu ia levantar a faca? Tôbowa! Taquei mais inseticida. Era um pó branco, uma fumaça... parecia show de drag!

Mas ela mó-rreu. E a dúvida crucial: o que eu faço? Acordo o pessoal pra pegar a barata? Não, não. São 4h da manhã, o pessoal tá dormindo, vai acordar cedo pra ir trabalhar e você é homem, macho e vai terminar o serviço. Peguei um saquinho de plástico e pus na mão como se fosse luva. Mas vocês já pegaram cocô de cachorro assim? Dá até pra sentir a temperatura do excremento.

Pensei:
- Oquéi, não vou entrar em contato com esse ser das trevas, mas como o saquinho é fino, vou sentir toda a consistência dela. Imagina a casquinha crocante da barata? Aaaaaaaaaaaiiiiiii!!!!

Fui no banheiro, peguei metros de papel higiênico. Então a ordem dos materiais ficou assim: minha mão > saco de plástico > papel higiênico > barata.

Ela ainda mexia as anteninhas, mas estava imóvel. E com tanto aparato, quando fui pegar, ela escapou! Caiu na pia de novo. E dei um gritinho. Fino. Agudo. E ela ainda escapou umas duas vezes, e era a mesma coisa: gritinhos.

Ainda bem que ninguém ouviu!

No dia seguinte, tive que lavar a cozinha inteeeeeeeeira: toda a louça, parede, armários... tava tudo coberto com inseticida. Olha a capacidade que esse ser tem de infernizar a nossa vida, viu?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

nanatinha

Era uma vez, o garoto perfeito que estava dormindo no seu quarto perfeito, deitado na cama perfeita, envolvido por um edredon perfeito, tendo seu sono perfeito em uma noite perfeita.

De repente, sentiu algo na orelha e tummm... algo caiu dentro de seu ouvido. Como assim, algo caiu dentro de seu ouvido?

Não bastou cair, ficava fazendo barulho, ou seja, estava se mexendo dentro do ouvido perfeito do garoto perfeito. Olhou o relógio: 3h30 da matina.

Virou a cabeça, cutucou com o dedo e nada. Deu pulinhos, como se fosse tirar água que entra no ouvido – e nada.

A aflição aumentava porque aquele ser se mexia e o barulho de suas patinhas era perturbador. Não queria nem pensar no que poderia ser. Às vezes sentia as anteninhas apalpando o terreno.

Pediu ajuda pra sua mãe, pra ver se ela conseguia retirar o bicho com um cotonete, mas sem sucesso. Chamou o táxi e foi para o pronto socorro.

Parênteses: Gente, como o CEMA tem plantonistas gatinhos, não? Toda vez que eu vou de madrugada, sempre um doutor novinho e bonitinho me atende! Dessa vez não foi diferente.

Eu quase caí pra trás quando vi a cara do Dr. Expliquei a situação e infelizmente não pude abaixar a calça, pq o bichinho não tinha entrado em nenhuma cavidade inferior..e o pronto-socorro era especializado em olhos, ouvido, nariz e garganta.

Antes mesmo de eu falar pro Dr. tirar logo o bichinho sem me falar qual era, ele me examinou e mandou na lata:

- É isso mesmo. Uma baratinha.

Gente, eu tenho medo, pavor, horror, faniquito, nojo, ojeriza, aflição e desespero quando o assunto é fatura de cartão de crédito barata. Eu fico paralisado e perco até a voz.

Ele jogou um vaselina líquida (infelizmente não pude abaixar a calça [2]), matou e retirou o bicho, q era menor que um grão de arroz. Depois de me recompor, perguntei:

- Dr., esse é o primeiro caso desses que vc pega?
- Não, isso é mais comum do que vc imagina.

Aterrorizante, não? Pode acontecer com qualquer um... a qualquer momento durante o sono de vocês.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

conto de terror

Para vocês entenderem meu post de amanhã, posto um conto de terror.

Ele pertencia ao meu finado blog.

conto de terror
*baseado em fatos reais.

Era sábado à noite. Miyuki estava tomada pelo cansaço, sono e bode. Acabara de recusar dois convites para balada e não estava a fim de ver Zorra Total, então resolveu se entreter na internet, vendo qual desses homens seria escolhido para ser seu sonho de consumo, povoar seus sonhos mais íntimos e fazer parte de seus planos matrimoniais.

As luzes de seu quarto estavam apagadas e a janela aberta. A mãe de Miyuki já estava dormindo no quarto ao lado. O silêncio da noite foi quebrado por um barulho. Miyuki estava com medo. Calçou seus chinelos e foi até a janela. Era apenas um Kadett rebaixado tocando Banda Calypso.

Miyuki deu um suspiro e retornou ao computador. Continuou batendo siririca sonhando acordada. Estava tão concentrada e envolvida nos seus planos cor-de-rosa....

De repente, um outro som cortou a noite. Sentiu calafrio. Sentiu que algo passou por trás de suas costas. Miyuki pensou, em questão de poucos segundos, o que poderia ter sido. Parou para lembrar o som que ouviu... foi muito rápido... zzrrrrrrr e uma batida na parede.

O quarto estava escuro, iluminado só pela luz do monitor (e aquelas luzinhas verdes e laranjas da entrada de rede do computador). Ela olhou para o lado. Viu um vulto assustador. E estava em sua cama. Por instantes, ela fechou os olhos para ver se não era fruto de sua imaginação. Mas se fosse real, poderia ser pior ficar de olhos fechados.

Abriu e viu que realmente estava ali, a poucos metros (ou centímetros) de distância. Será? Era só um vulto negro na escuridão. O interruptor estava perto. Era só estender o braço. Mas e a figura misteriosa? Só de pensar no que poderia ser, sentia calafrios. Mas se não acendesse a luz não saberia e não poderia se defender. Respirou fundo e click. Acendeu a luz. E veio a confirmação: era o que ela mais temia.

Ficou paralisada, sem nenhuma reação. Desespero, medo, aflição, tudo misturado. As palavras não saíam de sua boca. Ficou pensando: "Como? Onde foi que eu me descuidei?". Mas já era tarde. Ela não estava mais só naquele quarto. Precisava agir, mas as pernas estavam bambas. Respirou fundo novamente e usou toda a sua energia para gritar:

- Mãããããããããããeeeeeeeeee. Vem caaaaaaaaaahhhhhh. Rápido!!!! - sua voz falhava.
- Hmmm... saco... tava dormindo.... e fala baixo pra não acordar a vizinha.
- ......
- O que foi?
- Olha....Ta aí na minha cama. Veio voando e entrou pela janela. Essa barata enooooooooooooorme.
- humpf.

A mãe, único macho da casa, pegou o chinelo e pof, pof na filha-da-putinha que ousou entrar no quarto da forma mais baixa, vil e suja. Ô bichinho asqueroso.

- Vem cá ver - disse.
- Deus me livre, mãe.
- Não, to falando pra ver que dei uma palmadinha pra ela cair da cama, mas o lençol não tah sujo.
- ah, não. Deus me livre dormir onde aquelas patas nojentas andaram. Eu vou trocar!

Dito e feito. Miyuki fechou a janela, apesar do calor, trocou os lençóis e dormiu feliz.

FIM